A luta contra a dengue é uma batalha onde todos têm de colaborar. Se há focos do mosquito em uma residência, toda vizinhança está sob ameaça de contrair dengue, Chikungunya e Zika.
Quem mantém água parada, lixo e objetos inservíveis que acumulem água pode contribuir para a proliferação da doença e, ser duramente fiscalizado pelas autoridades de Saúde; e foi justamente o que aconteceu hoje (19/01), quando, por volta de 13h30min representantes da Vigilância em Saúde compareceram em uma residência à Rua Antenor Mamedes, onde haveria lixo e possíveis focos do mosquito, porém, a pessoa que habita o local, não permitia a entrada da fiscalização.
É bom que todos os cidadãos saibam que a Lei dá poder de política para atuação da Vigilânicia fiscalizar quaisquer ambientes suspeitos. Para entrar no imóvel da Rua Antenor Mamedes, os fiscais da Vigilância foram escoltados por policiais militares.
MUTIRÃO
No dia 06 de janeiro, o gerente da Vigilância confirmou à Folha que o Município havia iniciado um mutirão previsto para alcançar a maioria das residências na cidade. O trabalho vem recolhendo objetos abandonados e materiais inservíveis que podem acumular água e permitir o desenvolvimento das larvas do Aedes Aegypti.
Já no dia 08 de janeiro, servidores da Vigilância derrubaram pelo menos três caixas d’ água destampadas, duas delas na direção norte de Araputanga. Porém, próximo da Avenida Juscelino Kubstcheck, no trecho cortado pelo Córrego da Garrucha, ainda hoje (19/01) uma família insiste em utilizar caixa d’ água de amianto, destampada.
PROBLEMA ATÉ EM IGREJA
Moradores comunicaram à Redação da Folha que uma Igreja localizada depois do Bairro Cidade Alta, teria uma caixa azul, com grande capacidade para acumular água, e tal recipiente estaria sem tampa. Os moradores afirmaram que a caixa está destampada há meses e querem providências contra o descaso que põe a saúde da vizinhança em risco.
A reportagem ainda não conseguiu identificar o responsável pela igreja para saber porque a caixa continua destampada oferecendo potencial risco à população.
PNEUS NA CASEMAT
Talvez o fato mais grave seja a falta de conscientização para que a população possa vencer o mosquito da dengue. No dia 14 de janeiro, a reportagem recebeu fotos do momento em que um caminhão, carregado com pneus velhos, passou furtivamente pelo centro da cidade e descarregou sua carga de pneus a céu aberto no terreno do município, na antiga instalação da Casemat.
Com as chuvas que caíram desde o lançamento dos pneus, certamente a vizinhança do local, no Bairro Cidade Alta corre perigo se não houver remoção dos pneus.
No sábado dia 16 o redator da Folha recebeu um vídeo que seria da casa de um ex-funcionário, do Município. O vídeo mostra recipiente com água e centenas de larvas. Não foi possível certificar a autenticidade do material.